quarta-feira, 18 de maio de 2011

O medo mora perto das idéias loucas

             As vezes sinto que perdi o controle das coisas, o controle da situação e quanto mais eu mexo mais me afundo em mim, e me perco no horizonte distante das minhas dores e lágrimas, o prenuncio do fim.
            Chove leve, brisa gelada, nesse inverno que tomou das arvores as folhas mas não a vida, assim se fez esse amor em minha vida, veio como um vento impetuoso e veemente levando consigo minha lucidez e me trouxe o medo e a dúvida, tomou meus pensamentos e manchou minha vida de escuridão.
            Sim, é solidão o que sinto agora, prestes ao grande dia em que supostamente eu deveria comemorar mais um ano, um ano perdido em ilusões, um ano em que matei o que sentia, ou fiz florescer sentimentos em vão, para vê-los desfalecer precocimente em meu coração diante de tanta decepção.
            Sim, é tristeza o que eu sinto, enquanto observo o vento levar aquilo que traz vida, aaah! como é triste usar a mascara para esconder tudo o que meus olhos revelam, mascara para esconder o demasiado peso sobre meu coração, o peso de uma desilusão.

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