Hoje é dia 30, seria meu aniversario de namoro com James, se ainda estivéssemos juntos, mas como sempre gentil, ele me mandou um cartão, me contou coisas interessantíssimas sobre os negócios, as viagens, a sua nova vida, a vida que ele escolheu pra ele, e eu permiti.
Bom, Álvaro, Álvaro, o belo Álvaro de olhos azuis e sotaque bonito, o português que mexeu com minha cabeça, me deu segundos de felicidades e tardes de chá na bela Lisboa, bom eu simplesmente desapareci de sua vida, e ele não fez muito esforço para que eu voltasse a procurá-lo, e não voltei, a vida segue, amores vão e vem a toda hora e a bela Lisboa, continuara bela mesmo sem a luz daqueles olhos azuis olhando pra mim.
Luca, meu sensível, aventureiro, sensato e compreensível, em algum momento ele tinha que seguir sua vida, em algum momento ele teria que esquecer, e eu também, a pergunta que paira entre nós é quando, por que não foi, por que se ele era tudo que eu queria, e eu tudo que ele queria, se sonhávamos os mesmos sonhos, e se nos encontrávamos neles, eu não sei, nossos destinos foram divididos, partidos em pedaços, e os sonhos, esquecidos naquela parte da memória que às vezes volta à tona e te deixa morrendo de vontade chorar, principalmente quando aquela musica te faz relembrar tudo que vocês já viveram Luca, o meu menino sonhador, o possível pai de um futuro distante, de três crianças, a casa branca com um jardim gigante, os carros, os cachorros, um São Bernardo, por que eu queria, e um Labrador como ele queria, as crianças, a felicidade, os planos, eu que nunca sonhei com uma vida assim, me apaixonava cada vez mais por todos esses planos, e os perdi, ele deve ter os mesmo planos hoje, com Marcela, é, depois de tudo, de tudo e apesar de tudo, Luca se permitiu encontrar outra pessoa, era o meu pedido a Deus toda noite, que ele encontrasse alguém que o fizesse feliz, e que fosse tão real quanto eu não pude ser, ou que ele não encontrasse e que pudéssemos ser aquilo que sonhávamos, ah os sonhos, tão lindos são os sonhos, mas não passam disso, não passam de memórias quando se põe tudo a perder, foi minha escolha, eu quis assim, e vai ser assim, querendo eu ou não, ate o final.
Minhas escolhas me fizeram o que sou hoje, não que eu seja triste, ou infeliz, sou somente conveniente como diria minha mãe, resolvi colocar os pés no chão e aceitar meu destino, pra que sonhar com amores impossíveis, é que no fundo, um príncipe sempre encontra sua princesa, e definitivamente,eu não sou uma princesa, embora algumas pessoas insistam em me chamar carinhosamente de princesa, não sou uma, nunca vou ser, e não tenho direito de fingir ser o que não sou.
Talvez um dia, olhando seus olhos enquanto você segue seu caminho rumo ao céu, eu vá olhar seu vôo, e vá rir de tudo isso, ou não. Talvez um dia.
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